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Saudações queridos leitores!

Posso dizer que este post é continuação ao “Economize espaço com virtualização”, pois vou tratar de mais recursos da mesma ferramenta, mas com a vantagem de poder ser aplicado em produção.

Para os que estão entrando no mundo virtualizado, estou me referindo à segregação virtual na camada 2, com a configuração no programa do Host, e não na camada 3, pela configuração de rede da VM. Este recurso me permite ter dois ou mais ambientes ao mesmo tempo sem que interfiram um no outro, ou seja, mesmo que tenham as configurações de IPs iguais, não se comunicarão por outra forma que não através de uma Máquina Virtual interligando-os.

Com isso, ganho em flexibilidade para criar laboratórios com roteamento, Firewall, acesso remoto, etc.

Mais uma vantagem é a de determinar velocidades diferentes para cada segmento, como um link de 64 Kbps para simular uma conexão lenta.

Para demonstrar como usufruir deste recurso, darei um  ambiente como exemplo e a respectiva configuração.

Ambiente

Como pode ser visto na figura 1, existem três VMs e dois links:

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Figura 1

A VM-router está conectada à VM-01 através do Link-A, enquanto a VM-02 está pelo Link-B, sendo que este possui a velocidade de 64 Kbps.

O nome deste recurso é Team, ou time, e vou demonstrar como criar abaixo:

Na figura 2, destaquei onde vou para criar um novo Team:

No menu “File > New > Team…” e “New Team” na tab Home que aparece quando iniciamos a aplicação.

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Figura 2

A criação básica é muito simples, bastando seguir um conjunto de “Next > Next > … > Finish”, como uma instalação de aplicativo simples no Windows, mas o que gostaria de deixar diferente deste padrão, é a definição do local para o nosso conjunto de VMs. Seguindo a mesma ideia de organização do post anterior (Economize espaço com virtualização), vamos definir o nome e local para o novo Team como na figura 3 e o restante com a configuração padrão.

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Figura 3

Finalizada a criação, a janela deve ficar como na figura 4.

Em destaque, temos:

1 – Nome do Team;

2 – Comandos do Team, que serve para ligar todas as máquinas pertencentes ao Team com um clique. Notes, para qualquer anotação pertinente ao Team;

3 – VMs e Redes, que exibe as VMs e Redes associadas e criadas para este Team.

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Figura 4

Já aproveitando o post anterior com as instruções de clone com VM vinculada, vou criar as três VMs para o ambiente…

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Figura 5

Na figura à cima, podemos ver entre as abas, que as VMs 01 e 02 foram criadas, mas não estão vinculadas ao Team, pois a criação foi feita de forma independente, e como há outra forma de criar já vinculada, demonstrarei com a VM-router.

Antes de vincular as VMs criadas (ou clonadas), vou fechar as abas das VMs e movê-las para dentro da pasta do Team Laboratório, como mostra a figura 6.

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Figura 6

Desta forma, deixo minhas VMs mais organizadas e com visualização e localização mais limpas. Feito esta movimentação, partirei para vincular as VMs já criadas, clique em “Edit team settings” e abrirá a tela como na figura 7.

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Figura 7

Seguirei a sequência de acordo com as necessidades, então vou na aba “Virtual Machines”, para adicionar as VMs ao Laboratório.

Como podemos ver na figura 8, temos algumas opções de acrescentar as Máquinas já com o vínculo ao Team, sendo a criação do zero, acréscimo de uma VM já existente ou criar um clone. Como já criei 2 VMs, escolho a opção de uma existente.

image Figura 8

Depois de acrescentadas, tenho a opção de escolher uma sequência de Boot, com determinação de um “delay”, um tempo de espera em segundos até a outra iniciar, sendo assim, como vocês podem ver na figura 9, determinei para a VM-01 iniciar primeiro que a VM-02. Esta opção serve para quando se escolhe iniciar o Team todo de uma vez e não sobrecarregar o Host no momento de alocação de recursos.

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Figura 9

O processo para acrescentar uma VM clonada, só difere da forma anterior por já vir vinculada ao Team, pois o sequenciamento de clonagem é o mesmo.

Antes de adicionarmos os segmentos, o que seriam os Links no desenho do ambiente, podemos constatar os que já existem por padrão na figura 10.

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Figura 10

Num outro post irei falar mais detalhes sobre estes três segmentos padrão, mas sendo simples e objetivo, Bridge e NAT permitem que a VM se comunique com a rede externa, enquanto a Host-only, somente as VMs internas ao Host em que estão fisicamente.

Vou montar uma situação de comunicação interna, ou seja, para criação de laboratórios e uma com ambiente externo que pode ser usado em produção.

Com as VMs que eu preciso já vinculadas ao Team Laboratório, irei primeiramente criar os segmentos, ou links virtuais clicando em “Add” na figura 11.

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Figura 11

Neste momento de criação do Link é quando irei definir o nome (1), velocidade (2) e um acréscimo à uma simulação real, que é uma taxa de perda de pacotes (3).

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Figura 12

Agora vou acrescentar um adaptador de rede na VM-router, que pode ser feito selecionando a VM em que deseja acrescentar o adaptador, e em seguida clicar no botão em destaque na figura 13, para acrescentar.

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Figura 13

Para finalizar o laboratório, vou selecionando as conexões de acordo com a configuração do ambiente como mostra a figura 14.

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Figura 14

Pronto! O ambiente para laboratório acaba aqui, agora se for para produção, vamos adaptar as necessidades do ambiente imaginando que as duas VMs precisam continuar separadas, e a conexão externa seja gerenciada pela VM-router, como mostra a figura 15.

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Figura 15

Para isto, preciso apenas adicionar um adaptador na VM-router para acesso externo  e selecionar a opção Bridge, como a figura 16

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Figura 16

Claro que a configuração de roteamento cabe ao Sistema Operacional instalado.

Conclusão

Com a ferramenta certa, há como criar ambientes ótimos para laboratório, e o que interessa, para produção, tendo segregação física/virtual de rede, flexibilizando e adaptando às necessidades da organização.

Se tiverem dúvidas, fiquem à vontade.

Abraço e até o próximo post!

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